Diários de Lisboa

Um comentario por dia, dá direito a uma lobotomia...

sábado, julho 02, 2005

Ja que o assunto esta em cima da mesa...

Aproveito esta onda de falatório sobre o IVA para mandar esta pergunta para o ar: então tomar banho usando um sabonete ou lavar os dentes com pasta de dentes é um luxo?!?
O que eu gostava mesmo era saber quem definiu a descriminação dos bens de consumo para lhe fazer a pergunta directamente, mas pode ser que algum dos leitores que ainda não me tenha enviado às urtigas me possa responder.
É, para mim, inacreditável que os iogurtes sejam considerados bens de primeira necessidade - taxados com um IVA de 5% - e que os sabonetes, a pasta de dentes, os desodorizantes sejam considerado um luxo - taxados agora com 21%! Quer dizer, para a inteligência suprema que definiu estas coisas, o asseio é um luxo!
Recuso-me a aceitar essa condição imposta de povo mal-cheiroso e com bafos perigosos!
Vamos unir forças e lutar por essa prioridade absoluta: PORTUGAL HIGIÉNICO JA!

quinta-feira, maio 05, 2005

Curiosidades XI


O ponto mais alto da Terra é o Monte Evereste, na cordilheira dos Himalaias, na fronteira entre o Nepal e o Tibete.
O seu pico tem 8848 m de altura.

quarta-feira, abril 27, 2005

1º de Maio, o Dia do Trabalhador



As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX. Nessa época, abusava-se dos trabalhadores, que chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que além de cansativo é até prejudicial à saúde!

Já havia algum tempo que os reformadores sociais defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto.

Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho. A manifestação devia ter sido pacífica, mas as forças policiais tentaram pará-la, o que resultou em feridos e mortos.
Este acontecimento ficou conhecido como "os Mártires de Chicago".

Em 1889, o Congresso Internacional em Paris decidiu que o dia 1 de Maio passaria a ser o Dia do Trabalhador, em homenagem aos "mártires de Chicago" e só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias!

Em Portugal, devido à ditadura, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio.

No entanto - e isto é que é incrível - só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia. Pelo menos oficialmente…

terça-feira, abril 26, 2005

Curiosidades X



O lago mais profundo do nosso mundo: o Lago Baical, na Rússia, com 1620 metros de profundidade.

Nasceu a Violeta!



Parabéns aos papás babados João e Thais!
Alegremo-nos com o nascimento de mais um fruto do Amor!

quinta-feira, abril 21, 2005

Curiosidades IX



O oceano mais profundo do planeta é o Oceano Pacífico, com uma profundidade média de 4267 metros.
Ocupa cerca de 48% da massa oceânica do mundo!

terça-feira, abril 19, 2005

Curiosidades VIII



Ao que parece, aquando da construção do Aqueduto das Águas Livres - e por ele ter sido pago com o dinheiro do povo, D. João V mandou colocar no Arco das Amoreiras uma placa que dizia em latim:

"No ano de 1748, reinando o piedoso, feliz e magnânimo Rei João V, o Senado e povo de Lisboa, à custa do mesmo povo e com grande satisfação dele, introduziu na cidade as Águas Livres desejadas por espaço de dois séculos, e isto por meio de aturado trabalho de vinte anos a arrasar e perfurar outeiros na extensão de nove mil passos."

Mas afinal esta inscrição já não existe. E porquê?

Porque anos mais tarde, o Marquês de Pombal a mandou substituir por outra que não dissesse que tinha sido o povo a pagar a obra. A inscrição que se lê agora no Arco da Rua das Amoreiras diz:

"Regulando D. João V, o melhor dos reis, o bem público de Portugal, foram introduzidas na cidade, por aquedutos solidíssimos que hão-de durar eternamente, e que formam um giro de nove mil passos, águas salubérrimas, fazendo-se esta obra com tolerável despesa pública e sincero aplauso de todos."

sexta-feira, abril 01, 2005

Curiosidades VII



Então para os fãs das minhas curiosidades, aqui vai outra: o dia terrestre, considerado de 24 h, tem somente 23 h 56 min e 4,0996 s.
Aposto que não sabiam esta!

quarta-feira, março 16, 2005

Esperemos é que não sejam só para uns quantos "eleitos"... ou já se esqueceram da bronca da EPUL Jovem?

Santana estreia-se com anúncio de 10 mil casas para jovens até 2013

terça-feira, março 15, 2005

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO....!!!!!

Santana Lopes voltou à Câmara de Lisboa. Prevêm-se enormes cataclismos.

sexta-feira, março 11, 2005

Uma carteira com vista para a cidade...

Se lermos o relatório da UBS sobre preços e remunerações a nível mundial, descobrimos que o custo de vida em Lisboa, com o index 65.1, a coloca no 37º lugar. Até que enfim, não somos os primeiros em alguma coisa indesejável. Ainda assim, é surpreendente saber que estamos à frente de Barcelona, do Dubai e de Moscovo.

Quem está em primeiro lugar? Imbatível na sua pujança, a cidade onde o adjectivo "caro" está gasto até à exaustão, é Oslo. Ultrapassa Tóquio, Nova Iorque, Chicago, Londres, Zurique, Copenhaga, etc. Venha qualquer cidade, os preços de Oslo dão conta dela. Com os seus orgulhosos 117.8 no index, Oslo domina a paisagem do caro (excluindo as rendas, onde é ultrapassada por Londres em uma décima).

Mas será mesmo assim?

vejamos os preços que encontrei nas minhas explorações e indagações:

no café:
bica: 3€
galão: 4€
bolo à fatia: 5.4€

no bar:
cerveja de garrafa - 7€
uísque novo - 8€
uísque velho - 10.5 €
prato de macarroni- 12.5 €

na cidade:
1hora no parque de estacionamento - 5.4€
bilhete de cinema: 10€
bilhete mínimo no autocarro/metro/comboio: 3€

na padaria:
pão integral com sementes - 5.4€
pão de mistura - 29€
focaccia - 6.2€
fatia de pizza - 3.9€


no monopólio do vinho:
Quinta dos Bons Ventos - 35.8 €
Luís Pato - 22.7€
Esporão Reserva 2001 - 19.1€

And so on, and so on...

Vá, agora saboreiem bem a vossa bica por 50 cêntimos!

Eu junto-me a vocês em breve antes que estes gajos rebentem com o que resta das minhas convulsivas finanças...

quinta-feira, março 10, 2005

O misterio de Lisboa




Dei um giro pelo centro de Oslo, completamente esventrado pela furiosa necessidade de renovar cada pedra da calçada devido aos 100 anos de independência dos suecos. Caminhando pela avenida Karl Johan - comparemo-la à Av. da Liberdade, mas com mais gente - parei na fabulosa livraria Tanum. Há qualquer coisa de refrescante no ambiente semi-empoeirado de uma grande livraria. Mesmo se os livros são quase todos em norueguês. As capas bem produzidas, as secções gigantes em qualquer matéria, os eventos à volta de novas edições dão à experiência um tom interessante.

Naquele momento um tipo grisalho subia ao palanque, para ser entrevistado por uma menina de óculos intelectuais e um vestido colorido. O senhor era o autor Robert Wilson, ao que parece uma nova celebridade dos livros policiais. Como a Noruega - isto é um facto comprovado - vende mais policiais na Páscoa do que nós sardinhas no Santo António, ali estava Wilson himself, a promover o seu livro numa cidade com 500 mil habitantes.

Um dos seu livros, que não o último, chamou-me a atenção: "A small death in Lisbon". Uma história que remonta ao tempo da 2ª guerra mundial, quando um banco português era financiado por negócios obscuros com o regime Nazi. Mais de cinquenta anos depois, a morte de uma jovem vai desencadear uma investigação pelo formidável personagem "Zé Coelho", levando-o a uma teia que liga a visita de um oficial da SS alemã em 1944 aos resquícios da revolução.

Rebuscada ou não, a história está recheada de referências que vão das ruas de Lisboa ao Fundão, com indícios de uma profunda investigação de campo. Descobri que o autor, para além dos poucos estrangeiros que sabem pronunciar "coelho", viveu uns bons anitos em Lisboa e se apaixonou pela cidade.

Por isso aqui fica a sugestão de leitura, para quem goste de policiais. Não que se corra o risco da venda de livros ultrapassar umas belas de umas amendoas com açúcar caramelizado. Hmmmm....

domingo, março 06, 2005

Historias de uma viagem enguiçada

A ideia inicial era um belo fim-de-semana na zona do Norte Alentejano, lá para os lados de Avis...mas se partimos na sexta-feira depois do almoço, no sábado já jantámos em casa!
Tínhamos decidido que não queríamos andar muito de carro, pois na semana seguinte íamos ter de fazer muita estrada por força do trabalho. Já por isso ficámo-nos pelo Norte do Alentejo...

Depois de descermos do Gavião por uma zona que não conhecíamos, finalmente viémos ter a Avis, a terra que tínhamos escolhido por ficar perto da albufeira enorme da barragem do Maranhão, por não ficar longe de Alter do Chão, onde queríamos visitar a Coudelaria, por até nem estar muito longe da Serra do Marvão e da de S. Mamede (onde nunca tínhamos ido juntos), por nessa zona vermos indicada no mapa a presença de vários monumentos pré-históricos e monumentos da civilização romana, por ser mais para sul do que a Gardunha...enfim, prometia e nós íamos cheios de vontade de ver isso tudo. Mas quando chegámos a Avis começou o rol de enguiços..

Dirigimo-nos ao Posto de Turismo e lá ficámos a saber que tínhamos 3 locais disponíveis para alojamento: uma pensão e duas residenciais "entre os 20 e os 30 euros", disse-nos a simpática senhora. Os Agro-turismos e os Turismos em Espaço Rural ficavam todos entre os 60 e os 90 euros. Riscados.
Bom, então lá nos restavam as três hipóteses. Começámos pela que nos tinha sido indicada como melhor. Uma residencial: 40 euritos, sem cama de casal - só duas camas, e só dava para uma noite, pois na seguinte vinham aí os gajos dinamarqueses do remo e esses ficavam uma semana...obrigado, vamos à próxima hipótese! Uma pensão que ficava já mais perto do centro histórico de Avis. Daquelas que ficam por cima dos cafés dos donos. Pois aquilo não era um café, mas um tascum, daqueles em que uma pessoa entra e é só homens a falar muito alto, um forte cheiro a tabaco misturado com mofo e lexívia e uma escuridão adequada (seria para poupar electricidade?). Bom, mas eu não ía à procura de tascas, mas sim de quartos e uma réstia de optimismo dizia-me que lá por tudo aquilo ser verdadeiramente desanimador não queria dizer que por cima não estivessem quartos asseados, com condições pelo menos mínimas...morreu-se-me o optimismo ao olhar para o que o senhor me mostrou. Nem pelos 20 euritos!! Numa divisão minúscula estava uma cama de casal que parecia uma pista de motocross, tal eram os altos e baixos à vista, e como não cabia mais nada no quarto, a TV (daquelas que acho que já vi em parques de campismo, naqueles grupos familiares que levam a casa toda às costas mas que compram uma televisão especialmente para quando vão acampar, daquelas em que só se vê com um grande esforço ou uma bela lupa) estava pendurada junto ao tecto, e aquecimento? Ah, isso nem sequer havia, nem um a óleo nem nada! Ora, quando duas noites antes tínhamos tido uma temperatura de -6ºC na Gardunha, apesar de o Norte Alentejano ser mais para sul, não deixa de ser um gelo no Inverno..."Muito obrigado, mas deixe estar!". E agora só nos restava mais uma residencial.
Quando a vimos nem sequer tentámos entrar. Era daquelas de beira de estrada nacional, isolada, com snack-bar por baixo e um aspecto muito duvidoso...como se não bastasse, estava fechada "para descanso do pessoal". Neste momento já me apetecia chorar. "Mas que azar era aquele?", pensava eu. Pronto, vamos perder a cabeça e o dinheiro e vamos para um desses turismos rurais. Estavam todos cheios "por causa de uns dinamarqueses que vêm para cá remar..."!
Mas que PIIII de PIIII!! E agora?

sábado, março 05, 2005

A minha varanda 2





Hoje acordei com esta vista da minha varanda, como se tivesse sido teleportado. Ainda ontem bebia uma bica no meu café da esquina, na confusão da Alameda, no meio de ardinas e vendedoras de flores, entre as obras da Fonte Luminosa e as da extensão da linha do metro.

Acordo com o silêncio, quase perturbador, dos sons abafados pela neve. Umas crianças arrastam um trenó, os risos ouvem-se por cima de todas as folhas mudas, entorpecidas pelo frio. E esta luz, discreta, emanada de um céu azulado, líquido, que banha tudo de uma calma contagiante.

Mais surreal é ouvir o Camané que soa nos altifalantes da sala, uma lembrança minha trazida noutra ocasião, com que alguém achou por bem brindar o dia. Dentro de casa está tanto calor que é chocante abrir a janela, como se da porta do congelador se tratasse, e ir abrir sulcos na neve virgem, mesmo a pedir as pegadas de um tuga explorador.

Bom dia, Oslo!

terça-feira, março 01, 2005

A minha varanda

Permitam que partilhe convosco a vista da varanda da minha infância.

domingo, janeiro 30, 2005

O aborto

Enquanto se continua em torno da questão "despenalização ou não", parece-me que há um princípio essencial que, por incrível que pareça, nunca ouvi discutir por nenhuma das forças políticas quer elas sejam de direita, quer sejam de esquerda, quer pela sociedade civil: um filho não é gerado sozinho, mas é a mulher que vai parar à barra do tribunal! Porquê? Acaso são só as mulheres que têm a responsabilidade de evitar uma gravidez indesejada? Não, pois não? Então porque é que se continua a partir do princípio que sim?
Meus caros leitores, para já nem falar do ÓBVIO preservativo, até já há contraceptivos masculinos. Portanto, a responsabilidade quer moral, quer civil é partilhada.
Esta é, penso eu, uma evidência que torna a lei do aborto um verdadeiro aborto na sociedade actual. Quer se seja pela despenalização, quer não.

A Idade da Reforma

Agora que estamos em tempos de programas eleitorais, fala-se mais uma vez da idade da reforma para os funcionários públicos. Os partidos parecem estar todos de acordo no aumento da idade de reforma dos 60 para os 65 anos. Parece-me que tem sido muito fácil mandar os outros trabalhar enquanto se continua a garantir que os senhores que exercem uma função governativa nunca terão de se preocupar com isso, já que por terem tido essa mesma função têm reformas bem chorudas e com muuuito menos tempo de serviço...Pois bem, tenho uma proposta: temos de trabalhar mais? Tudo bem. Mas trabalhem eles também! Afinal, não são também eles funcionários públicos?
Coerência, meus senhores!

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Curiosidades VI



Sabiam que Portugal é a nação europeia com as fronteiras mais antigas?

quinta-feira, janeiro 06, 2005

A Missa do Galo



Eu sei que o Natal já passou e que este post já vem um pouco fora de tempo, mas sabem porque é que a missa do galo tem este nome?
Pois bem, meus amigos, é sempre bom poder elucidar-vos: há uma fábula que diz que o galo foi o primeiro a presenciar o nascimento de Jesus e que ficou encarregado de anunciá-lo às redondezas. Diz-se que foi a primeira vez que um galo cantou à meia-noite e até ao começo do século XX era costume que a meia-noite fosse anunciada dentro da igreja por um canto de galo, real ou simulado!

terça-feira, janeiro 04, 2005

O Abismo

Nem queria acreditar quando, ontem à noite, ao ver o telejornal, dei de caras com uma notícia em que mostravam a decadência total, a completa desumanidade que se pode alcançar em tragédias humanas. É que uma coisa é a nossa curiosidade e até atracção pelas imagens de fenómenos naturais extremos - o que explica porque ainda nos impressionamos ao ver aquelas ondas a entrar pela terra dentro; outra totalmente diferente e que mete nojo é haver "turistas" a irem ao local para tirar fotos.

O que vi no telejornal de ontem passa todos os limites da humanidade: um ser com aspecto humano - um dos tais "turistas" - posava para uma foto ao lado de cadáveres...e sorria! Como se estivesse a tirar uma foto de férias ao lado da torre de Pisa!

Sinceramente, durante alguns momentos fiquei aterrada. Agora continuo aterrada, mas vejo confirmada a ideia de que as tragédias trazem ao de cima tudo o que há de melhor e de pior nos seres humanos.
E se calhar ainda nem vimos nada...

domingo, janeiro 02, 2005

Notam algo errado nesta figura?



Eis o que me saíu quando tentei comprar on-line bilhetes para uma sala UCI do El Corte Inglés em Lisboa. A princípio pensei que era erro, depois percebi o que se passava.

Em vez de um nacionalismo ferido, esta aglutinação pelo mundo empresarial, que faz de Portugal literalmente uma província espanhola, suscita-me a pergunta: o que estamos a fazer para contrariar essa tendência? Aceitam-se denúncias, constatações e sugestões. Sobretudo se vierem de empresários.

sexta-feira, dezembro 31, 2004

Somos os maiores

"Por estranho que pareça, apesar de não termos dinheiro para mandar cantar um cego, temos a maior árvore de Natal da Europa.(...) Semelhante ostentação deixa-nos algo boquiabertos. Como é que nos falta dinheiro para as coisas mais elementares e no entanto exibimos uma cromática alegria luxuriante? Consideremos que se trata de uma compensação circular. "
As palavras são de Eduardo Prado Coelho no público de hoje, e adivinham aquilo que eu queria aqui escrever: quando é que esta mania das grandezas (que se estende aos centros comerciais, automóveis e telemóveis) nos dá para aquilo que interessa e nos destacaria?
Ficam aqui os meus desejos para aquilo em que gostaria que nos destacássemos em 2005 (se não puder ser em 2005, pode ser até 2010). De entre os 2000 desejos que faria, deixo estes 5:

1 - maior percentagem do PIB gasta em investigação: ser investigador devia deixar de ser sinónimo de cientista pobre - num país de escassos recursos naturais, ou vendemos tecnologia aos outros, ou continuamos a não ganhar para as hortaliças;
2 - maior nível de literacia: o ensino é mau, o contexto sócio-familiar é pobre, e o resultado coloca-nos no fundo da lista do PISA (quando comparados com os seus colegas europeus, os nossos alunos "levam um grande baile"). e já agora, o maior número de jornais vendidos, maior número de livros vendidos per capita, para uma população informada, que dê menos bitates sobre a Liga e mais sobre a forma como nos governam;
3 - menor nível de poluição: as cidades milenares também podem ser locais agradáveis para se viver, desde que se passe de uma política que em vez de aumentar o fluxo de automóveis nas grandes urbes o diminua - em 2005 gostava de ter portagens para entrar Lisboa, e uma revolução dos tranportes públicos terrestres, que podería começar por uma frota de autocarros de reduzidas emissões, enquanto o metro não chega a casa de cada habitante da lisboa e arredores
4 - mortalidade zero nas estradas: que em vez de se multar até caír se educasse nas escolas, desde a pré-primária até à de condução. com um cadastro assim, conduzir melhor deveria ser uma prioridade nacional, ou então deveria ser pura e simplesmente proibido (já que não o sabemos fazer, não vale a pena matarmo-nos por isso)
5 - já que no poder ninguém parece estranhar o aeroporto ridículo que temos na capital, pelo menos façam o TGV Lisboa-Madrid, que é para apanharmos os voos no ampliado aeroporto de Barajas. mas antes disso, ligar Lisboa ao Porto em 2 horas também não seria pedir demais... ou seria?

Ficarei ansiosamente à espera da concretização desses desejos. Quanto aos outros, o melhor é alimentá-los a passas!

Bom ano, pessoal!